Na vida, seja em que área for, todos nós já vivemos esse dia, o de trabalhar muito e avançar pouco. E muitas vezes, mais que uma vez.
É simplesmente uma porcaria.
É um misto de sentimentos. Entre a expectativa de estar a trabalhar imenso e a avançar a olhos vistos, e a decepção de perceber que o investimento de trabalho e de tempo não levou grande coisa a bom porto.
E depois surgem outros sentimentos, menos bonitos. Além do cansaço, a incerteza. A dúvida. A desilusão. A comparação com outros que efectivamente avançam, ou achamos nós, pelo que vemos. E o fardo, que já não era leve, mais pesado se torna.
É mau chegar aqui. E diria mais mau sair de cá.
A verdade é que não há uma única saída. Tenho a certeza que não é fazer mais. Por vezes, pode ser fazer melhor. Outras, apenas fazer diferente. Pode ser não fazer sozinho, ou ser precisamente o fazer sozinho que é necessário.
O autoconhecimento ajuda. Mas também ajuda poder partilhar com alguém. Ter uma parceria com uma visão externa pode ajudar, porque saímos do tunelamento. Também nos pode trazer calma. E mais que isso traz ajuda efectiva nas tarefas e funções, permitindo concentrarmo-nos noutra coisa.
Consumir demasiado conteúdo também, hoje em dia é horrível e confunde-nos. Por vezes podemos até cair no afastamento da nossa autenticidade, porque A ou B disseram que se fizer assim chego lá. E chego? E se chegar, chego como eu? Ou como uma versão de mim que afinal não gosto tanto?
É complexo. E não há resposta certa. Há o que funciona para ti, no momento em que estás, e principalmente alinhado à tua forma de ser.
Imagem por Jakub Zerdzicki

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