25 de abril, sempre!

Há datas que não são só datas.

O 25 de abril é uma delas. Cinquenta e dois anos depois, continua a ser uma lembrança de que a liberdade não é garantida. De que foi conquistada. De que há pessoas que lutaram por ela, algumas com a própria vida, para que nós hoje possamos escolher.

Escolher como vivemos. Com quem trabalhamos. O que defendemos. O que recusamos.

Para mim, esta data tem um peso que vai além da história. Cresci a perceber que democracia não é um dado adquirido. Que os direitos humanos precisam de ser defendidos todos os dias, não só em efemérides. Que o silêncio perante o que é errado também é uma escolha.

Há um exercício que fiz em PNL que nunca mais me saiu da cabeça. Pegar nos nossos valores e ordená-los por importância. Parece simples. Mas a certa altura percebemos que muitos deles não conseguem existir sem um em particular. Autonomia, autenticidade, escolha, amor genuíno, propósito. Tudo isto pressupõe liberdade.

Sem liberdade, os outros valores não têm onde pousar.

A liberdade pode ter muitas caras. Mas quem a ameaça também.

E no trabalho, a liberdade tem outro nome. Chama-se autonomia. Chama-se poder dizer não quando algo não faz sentido. Chama-se escolher projetos que fazem a diferença, pessoas com quem partilhamos valores, formas de trabalhar que nos respeitam.

Não é um luxo. É o que deveria ser normal.

Por isso hoje, mais do que celebrar, também quero agradecer. Às pessoas que tornaram possível esta data. E a cada um de nós que continua a escolher o que nos faz sentido.

Liberdade é tudo. E por isso, 25 de abril, sempre. 🌹


Imagem por Melike 


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